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Aquisição da Ricci e, mais recentemente, da Unidas pela Locamérica concentra o setor em três grandes companhias.

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 A fusão entre Locamérica e Unidas, no fim de 2017, em uma operação avaliada em R$ 988,5 milhões, formou a segunda maior companhia de locação de automóveis do Brasil em número de veículos. A nova empresa, que ainda não definiu qual nome adotará – uma pesquisa com clientes e demais stakeholders já foi encomendada para definir a questão –, conta com uma frota de mais de 100 mil carros e presença em todos os estados e no Distrito Federal.

Em junho, antes da fusão milionária, a Locamérica já tinha adquirido a Ricci agregando 16 mil veículos aos seus 28 mil já existentes. Até então a empresa mantinha o foco na terceirização e gestão de frota. Mas, a partir da incorporação da Unidas a intenção é também cobrir o rent a car.

“Quando juntamos Ricci e Locamérica, um dos desafios era entrar no segmento de RAC (rent a car), que nenhuma delas atuava. A operação de aquisição da Unidas permitiu com que a Locamérica entrasse num setor diferente, mas que se complementam”, relata o membro do Conselho de Administração da Locamérica, Wilson Benali.

Mercado brasileiro de locação

O mercado brasileiro de aluguel de automóveis passou a ser dominado por três grandes locadoras: Localiza com seus 180 mil veículos, Locamérica com 100 mil e Movida com 70 mil. Depois delas, figuram empresas com frota média de 20 mil carros, tais como LM, ALD, Arval e Ouro Verde.

Dessa forma, a concentração revela-se uma tendência no setor de locação, mas segundo Benali, o mercado ainda é bastante pulverizado, uma vez que o segmento de frotas do Brasil tem muito a crescer quando comparado com países em que atividade está consolidada, como os EUA e Europa.

“A consolidação é uma tendência do mercado, não só desta atividade, como em qualquer outra, porque ao concentrar, aumenta-se a competitividade. A atividade de locação demanda investimento massivo de capital. O diferencial competitivo de uma grande locadora está justamente no seu poder de adquirir melhor, tanto o capital quanto o ativo”, reflete Benali.

Esse movimento de aglutinação do mercado traz mais dificuldades para as locadoras de médio porte – frota média de mil a dois mil veículos. As pequenas empresas, conseguem ter competitividade pela proximidade que mantêm com o cliente e agilidade em responder as suas demandas, uma vez que geralmente o proprietário está, literalmente, atrás do balcão e pode atuar de forma mais direta e personalizada. Mas as médias locadoras devem encontrar dificuldades porque competem com as gigantes e não têm a mesma capacidade na obtenção do capital e da frota. Por isso acabam operando no limite dos custos.

Para finalizar, o conselheiro da Locamérica ressalta que a concentração não é uma ameaça, mas uma tendência. “A consolidação não é uma ameaça para a atividade da locação, visto que este ainda não é um mercado maduro. Tem muito espaço para crescer em certos nichos. Cada empresa tem que criar sua vantagem competitiva e achar seu nicho de negócio”, completa.

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