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A Localiza Rent a Car e a Unidas anunciaram em setembro um acordo para combinação de negócios, mediante a incorporação das ações da segunda pela primeira companhia. Esse anúncio marca uma nova era para o setor de locação, ao criar uma gigante de R$ 50 bilhões em valor de mercado e uma megafrota de mais de 500 mil veículos.

Do ponto de vista econômico-financeiro, a integração dos negócios deverá promover sinergias e aumentos de eficiência na companhia combinada resultante da incorporação de ações. Isso deve gerar ainda maior poder de negociação com fornecedores como montadoras e prestadores de serviços relacionados. Para os concorrentes, essa união pode parecer um sério obstáculo no futuro pela possibilidade de oferecer preços baixos, mas também uma oportunidade, tendo em vista que empresas gigantes possuem dificuldade em fazer concessões em seus modelos de negócios e costumam ser lentas para adaptar às necessidades do mercado em rápida mutação. É o ônus do tamanho.

Para o mercado consumidor, deverá acirrar ainda mais a concorrência, o que pode ser benéfico para o consumidor no primeiro momento. Por óbvio, a fusão das empresas que juntas dominarão estimados mais de 65% do mercado de locação deve enfrentar resistência do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que deverá fazer exigências para aprovar o negócio.

A reação do mercado financeiro à combinação de negócios entre as companhias tem sido positiva. A sessão da Bolsa no dia do anúncio da fusão foi marcada por uma disparada dos ativos de ambas as empresas, que chegaram a altas superiores a 16% (R$ 60,29) para a Localiza e de 22,46% para a Unidas (R$ 22,95), com ambas tendo atingido máximas históricas intradiárias. No fechamento desta edição do Boletim Sindiloc-PR, em 26/10, as ações da Localiza (RENT3) batiam R$ 62,89 e da Unidas (LCAM3) R$ 25,89.

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