A greve dos caminhoneiros, que paralisou o Brasil, de 21 de maio até o início de junho, afetou diretamente também o setor das locadoras. Além de provocar o desabastecimento dos postos de combustíveis, inibiu a viagem agendada de muitas pessoas e até mesmo a retirada de veículos reservados.

Para o vice-presidente do Sindiloc-PR, Tércio Gritsch, o rent a car sem dúvida foi muito afetado pela paralisação. “O período foi marcado por inúmeros cancelamentos de voos, deixando os clientes receosos de viajar. Aqueles que viajaram, tinham a insegurança de disponibilidade de voos para o retorno. As locadoras sofreram com a falta de combustíveis, não podendo entregar os veículos com o tanque vazio. A perda de faturamento, sobretudo no feriado prolongado de Corpus Christi, com o cancelamento de reservas foi expressivo”, relata.

Gritsch avalia que a perda do faturamento em função da greve representou redução média de 23%. Em meio a este cenário, ele aponta que não há previsão de recuperação. “As locadoras sobrevivem dos carros locados. Na impossibilidade de alugar por fatores externos, o prejuízo é implacável no caixa das empresas. A greve se estendeu por quase duas semanas, incluindo aí um importante feriado. É difícil ter perspectivas de recuperação, em um país onde as taxas de crescimento são irrisórias, com previsões nada otimistas, em meio a instabilidade política e econômica”, pondera.

A terceirização de frotas também sofreu impacto nas entregas previstas e agendadas de veículos. Como o transporte foi interrompido, as montadoras ficaram impedidas de entregar os veículos adquiridos pelas locadoras, conforme avalia o vice-presidente do Sindiloc-PR.

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