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Procura por aluguel de veículos aumentou 56,6%, no período registrado entre abril e maio de 2021

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Com o desabastecimento de matéria-prima e de componentes devido à paralisação das montadoras de carros e das fábricas produtoras de peças durante a pandemia da Covid-19, comprar um carro zero km tornou-se tarefa mais difícil e demorada. O aluguel de automóveis foi a saída para consumidores, pela praticidade e custo-benefício.

O aumento também decorre da retomada do turismo, ainda que lenta, e das atividades econômicas. Com isso, passeios e destinos de viagens mais curtas passaram a ser opção de muitas famílias, com trajetos interestaduais ou outros internos no país. Foram 12 milhões de pesquisas por locação de veículos em sites de busca. O registro é datado de maio deste ano.

No mesmo mês de 2020 a busca foi bem menor, contabilizando a marca de 7,7 milhões de pesquisas, o que representa aumento de 56%. A plataforma de inteligência de mercado Similarweb foi quem apontou os dados, levantados por meio de buscas em computadores e em dispositivos móveis.

A Similarweb também aponta outro fator favorável ao incremento pela locação: a busca por carros novos para trabalho ou para o uso como transporte de passageiros, como os aplicativos.

A pesquisa ainda revelou que nos primeiros meses de 2021, a procura de destaque foi pelos carros de assinatura, podendo refletir uma tendência de comportamento na utilização de automóveis. O consumidor vem buscando as facilidades da assinatura que inclui a rapidez na aprovação do crédito, os seguros e manutenções inclusos. Por enquanto, devido aos efeitos da pandemia, o consumidor vem tendo alguma dificuldade em encontrar determinados modelos, versões e cores, tendo que utilizar veículos seminovos enquanto os novos não chegam.

 

BTG também aponta elevação e reforça a tendência 

O BTG Pactual também prevê que o segmento de locação de automóveis apresentará resultados positivos para o próximo trimestre. Os motivos são semelhantes: a escassez de veículos novos à venda no mercado, e a retomada das atividades.

A estimativa é um grande retorno financeiro para a Localiza, apesar de ter amargado com perda nos lucros, em 11% no trimestre anterior. Já a unidas apresentou expansão em 2% no mesmo período, tendo os seminovos como destaques. Seu lucro líquido recorrente foi de R$ 241,2 milhões, apontando alta de 4,2% no comparativo com o período de janeiro a marco do mesmo ano.

Os dados só reafirmam o aquecimento do setor, refletindo no recorde histórico da receita de locação, na ordem de R$ 738,8 milhões. Foram 139,6 mil veículos locados, ganho de desempenho de 22% no comparativo com o mesmo período do ano anterior.

A falta de veículos novos, o aumento mensal nos preços de tabela dos veículos, associado com a queda nos descontos por parte das montadoras, deve continuar pressionando o setor. Com esse cenário, os valores da locação devem subir, tanto para compensar o aumento da vida útil dos veículos nas frotas, o que demanda maiores despesas com manutenção, bem como para equilibrar as contas das locadoras que não estão podendo desativar os veículos antigos num momento de maior procura do consumidor e empresas que precisam de veículos e não encontram disponibilidade imediata para aquisição.

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