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O Sindiloc PR ofereceu a seus filiados a palestra Gestão Financeira em Tempos de Pandemia no dia 10 de setembro. O conteúdo, transmitido via plataforma Zoom, foi aplicado pela especialista no tema, Vanessa Cunha. Ela traçou um cenário dos negócios neste período e apresentou medidas rápidas e possíveis para melhorar o desempenho das empresas.

Vanessa trouxe conceitos de gestão financeira e fluxo de caixa. “Nas operações do dia a dia de uma empresa, a organização financeira é fundamental. Para isso o empresário conta com um instrumento básico de planejamento e controle financeiro, o fluxo de caixa. O objetivo dessa ferramenta é apurar e projetar o saldo disponível para que não falte capital de giro, permitindo analisar as necessidades de recursos para investimentos e pagamento de fornecedores”, disse.

Segundo ela, todas as informações de receitas e despesas, precisam estar bem definidas e dentro da realidade. Atrasos frequentes de clientes precisam também estar previstos. Despesas improváveis, mas possíveis também. Quanto mais real a previsão mais fácil administrar possíveis faltas de caixa através da busca antecipada de soluções.

A palestrante também explicou sobre planilhas de controle de fluxo de caixa e sobre a importância de classificar as contas. “A maioria das planilhas apresenta os resultados do fluxo em grandes grupos de contas, para facilitar a análise dos resultados. De posse do relatório de Fluxo de caixa, é possível verificar em tempo real, onde está o dinheiro, se ele pode ser aplicado em novos investimentos, qual seu período de disponibilidade, quais decisões se pode tomar, entre outras informações”, detalhou.

Entre as principais dicas para a redução de custos a partir do fluxo de caixa, Vanessa recomendou: ser realista frente ao cenário econômico, conhecer profundamente seus custos, alinhar informações em reuniões, pensar de forma sustentável com o material de consumo da empresa, negociar preços e condições de pagamento e avaliar a viabilidade de terceirização de processos.

A palestrante também falou sobre adaptações de regimes tributários conforme as necessidades da empresa, sobre analisar a efetividade da localização do estabelecimento, e sobre a importância de análise do perfil dos clientes. “Quantos carros têm, quanto pagam, quanto rodam, quanto gasta de manutenção, se pagam pontualmente, se causam problemas. Os que forem mal avaliados precisam ser eliminados o mais rapidamente possível, porque ali está um ralo enorme de dinheiro”, ponderou.

Sobre os estoques, ela enalteceu a importância de não se manter peças de reposição, salvo as necessárias para rapidamente recolocar os veículos em condição de uso, tais como lâmpadas, óleo e palhetas do limpador de para-brisa. São peças e materiais baratos que não ocupam lugar para guardar, nem representam valor expressivo imobilizado. “Já pneus, pastilhas de freio e outras peças devem ser analisadas com mais critério, pois estão sujeitas a obsolescência, ou as peças podem estragar por problemas de armazenagem ou serem furtadas. E o valor investido nesses itens é maior, podendo fazer falta no capital de giro”, aconselhou.

Por fim, ela recomentou cuidados com compras dos veículos de montadoras, pois podem aparecer boas oportunidades e condições especiais. No entanto, é necessário analisar se o desconto compensa frente à desvalorização do veículo, pois nem sempre o negócio pode ser rentável a longo prazo.

Vanessa Cunha atuou 28 anos em empresas como Philip Morris; Vivo Telecomunicações; Kraft Foods; Positivo Informática e Volvo do Brasil. Têm 12 anos de experiência na área Financeira, atuando como Diretora de Controladoria para região Américas, na Volvo do Brasil, para a área de Tecnologia da Informação. Atuou também na área de processos e sistemas informatizados como SAP, ARIS, Gerenciador de Documentos, E-commerce e como gerente de projetos.

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