Chegou ao fim 2019, um ano economicamente morno mas diferente. Bolsonaro assumiu e com ele as polêmicas amplificadas pela conhecida mídia vermelha que se dedicou mais a tentar desconstruir a figura do presidente do que destacar os pontos positivos do governo (que foram muitos!). Podemos dizer que este ano o governo pavimentou o caminho para um novo Brasil. A inflação vem controlada, a taxa Selic no menor nível da história, sem invasões de terra, sem escândalos de corrupção, obras de infraestrutura sendo terminadas, agronegócio em expansão, recuperação do emprego, reforma da previdência aprovada, avaliação do risco-país melhorando, queda na violência, ministros técnicos, enfim, tudo convergindo para tempos melhores. Claro que ainda temos muito a fazer, mas o início foi bom.

Só que junto com esse novo Brasil teremos que nos adaptar ao desconhecido e isso também vai exigir sacrifícios pessoais e quebra de paradigmas. Percebe-se claramente que a taxa de juros estava embutida em muitos preços como custo, seja na locação de veículos ou de imóveis que também vêm caindo. Muitas pessoas que viviam de aplicação no mercado financeiro viram seus rendimentos minguarem e estão tendo que partir para aplicações em fundos com algum risco lastreados em bolsa de valores, ou mesmo que investir em algum negócio. Certamente esse dinheiro será bem-vindo na economia fazendo a roda girar. Algumas pessoas terão sucesso neste novo ambiente e outras perderão suas economias. É do jogo.

 Vamos aguardar em 2020 as reformas administrativa e tributária. Preocupa esta última porque leio vários artigos que trazem na essência que no Brasil se taxa muito consumo e pouco a renda e, portanto, é preciso taxar os “mais ricos” através do aumento das alíquotas de IRPF, tributar a distribuição de lucros e dividendos, aumentar o imposto sobre herança e doações (ITCMD), etc. O que vejo é a tentativa de equalizar para baixo: todo mundo fica pobre igualmente. Mas, então, qual o estímulo para empreender? A empresa encara todos os riscos, paga impostos até quando tem prejuízo, e na hora de devolver o pouco que sobra ao acionista este deve pagar imposto de novo para retirar sua parte?  Oras, a empresa não é um ser vivo que se encerra em si mesmo, ela existe para remunerar o acionista. Querem que o dinheiro fique preso no caixa?

Por que não reduzir o imposto sobre o consumo lentamente e aguardar que o acréscimo na quantidade vendida gere consequente ganho na arrecadação? Vou responder: Porque é mais fácil aumentar impostos, especialmente sobre os ditos “ricos”, já que a maioria da população é pobre, e então os políticos ficam com uma bandeira bonita para exibir. Precisamos lutar contra isso e permanecer atentos a outras surpresas que virão com um verniz de justiça social.

Desejo excelente Natal e um 2020 com saúde e prosperidade a todos.

Michel Lima

Presidente do Sindicato das Empresas Locadoras de Veículos Automotores, Equipamentos e Bens Móveis do Estado do Paraná – Sindiloc PR