Frota não é suficiente para atender a alta na demanda por turistas

O setor de turismo teve expansão de 29% no acumulado do primeiro bimestre de 2022 frente à igual período do ano passado. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa elevação foi impulsionada, sobretudo, pelos aumentos de receita obtidos por empresas dos ramos de transporte aéreo de passageiros; hotéis; locação de automóveis; restaurantes; transporte rodoviário coletivo de passageiros; e serviços de bufê.

Regionalmente, todos os 12 locais investigados também registraram taxas positivas, em que sobressaíram os ganhos vindos de São Paulo (37,1%), seguido por Minas Gerais (55,8%), Bahia (25,5%), Rio de Janeiro (11,6%), Rio Grande do Sul (37,0%) e Pernambuco (24,1%).

Entretanto, o segmento de turismo ainda se encontra 10,9% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, anterior à pandemia, mas gradativamente vem se recuperando, o que inclui o aluguel de veículos para turistas. Segundo Tercio Gritsch, CEO do Grupo Gritsch, composto pela Transportes Gritsch e pela Referência Rent a Car, no período mais crítico da crise sanitária, os negócios chegaram a ter redução de 95%. Mas, depois de julho do ano passado, o movimento começou a se recuperar. “A partir do terceiro trimestre de 2021 as locações começaram a voltar. Em primeiro lugar o turismo de negócios e depois o turismo de lazer”, relata Gritsch.

O empresário diz que o movimento ainda está longe do período pré-pandemia, com uma recuperação em torno de 70%.

O turismo regional tem contribuído para a elevação das locações. “Muitas pessoas estão preferindo viajar localmente para evitar ainda a viagem por modal aéreo, que além de ter reduzidas as rotas, os custos subiram bastante”, afirma.

Infelizmente, na opinião de Tercio, a atual frota das locadoras não é suficiente para atender a alta na demanda do rent a car. “Como ao longo da pandemia muitas locadoras se desfizeram de suas frotas, e por outro lado, há falta de veículos a serem entregues pelas montadoras, o aumento das viagens de turismo de negócios e de turismo de viagem tem sido superior à capacidade de reposição das frotas pelas locadoras de automóveis”, revela.

A fim de aproveitar esse movimento do turismo e converter em locações de veículos, Tercio destaca que as locadoras precisam continuar praticando as medidas preventivas contra a Covid-19 e fazer alguns ajustes no perfil da frota para atendimento aos turistas. “Temos trabalhado fortemente para manter essas medidas sobretudo de higienização em toda a frota. Além disso, mudamos um pouco o foco no tipo de frota utilizada. Com a grande falta de veículos outrora chamados de entrada ou populares, os veículos da categoria SUV vieram para ficar, e atendem bastante às necessidades de famílias em viagem”, completa.

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